A Procuradoria-Geral do Estado acionou a Justiça nesta quinta-feira (16) com três processos para tentar reaver R$ 616 milhões que a RioPrevidência aplicou em fundos administrados pelo Banco Master. O conglomerado financeiro passa por liquidação extrajudicial. A Polícia Federal estima que o fundo de pensão tenha investido R$ 3,7 bilhões em produtos ligados ao Master durante o governo de Cláudio Castro.
Duas das ações têm detalhes públicos. No Fundo Revolution, o Rioprevidência colocou R$ 481,4 milhões, que hoje valem cerca de R$ 567,8 milhões. Segundo a PGE, a carteira está sob sigilo e oferecia rendimentos de até 180% do CDI, taxa considerada anormal pelos procuradores. O prazo de resgate de 185 dias também é visto como longo. No Fundo Texas I FIA, o investimento de R$ 150 milhões perdeu mais de 90% do valor em um ano, restando apenas R$ 14,8 milhões.
A PGE acusa conluio e gestão irresponsável. Os procuradores argumentam que recursos de pensionistas foram aplicados em papéis privados sem transparência sobre lastro, devedores e garantias. Citam ainda que a gestora Acura votou favoravelmente a mudanças em um fundo investido que prejudicaram o Rioprevidência, e que no Texas houve uma compra coordenada de ações da Ambipar que inflou artificialmente o preço.
As ações pedem bloqueio de bens das gestoras Master Corretora, Acura e Axor, além de seus diretores. A PGE também solicita à Justiça que impeça a Master de impedir o resgate de R$ 481 milhões que o Rioprevidência solicitou, com previsão de pagamento para 17 de agosto.
Com informações de g1.globo.com.