O novo tarifaço de 25% sobre produtos brasileiros, confirmado pelos Estados Unidos na quarta-feira (15), virou armadilha para Flávio Bolsonaro (PL). Interlocutores do pré-candidato desejavam o adiamento da medida. O plano era simples: ele anunciaria que conseguiu barrar a sanção após conversar com Donald Trump — inclusive chegou a enviar carta ao governo americano com esse propósito. Mas o tiro saiu pela culatra.
A medida entra em vigor em 22 de julho. Agora, Flávio tenta dizer que o tarifaço é culpa do governo Lula e sua falta de capacidade de negociação com os EUA. Respondeu publicações do secretário de Estado Marco Rubio nas redes sociais acusando o presidente de não negociar de boa-fé. Só que o eleitor não está concordando com essa narrativa.
Pesquisa Quaest mostra que a maioria dos brasileiros acha o tarifaço ruim para o país e fica ao lado de Lula. Quando perguntados sobre quem motivou a sanção, 51% concordam com a versão do presidente e apenas 30% com a do senador. O tema também aumenta disposição de votar em Lula e reduz intenções para o pré-candidato do PL.
Reservadamente, aliados de Flávio reconhecem que o assunto mais desgasta a candidatura dele. Querem que saia das manchetes o quanto antes, mas sabem que não será assim — a equipe de Lula pretende explorar o tema na campanha.
Com informações de g1.globo.com.