Após os Estados Unidos anunciarem tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, o governo Lula acionou a Lei da Reciprocidade Econômica aprovada em 2025. A medida americana entra em vigor na próxima quarta-feira e atinge setores como etanol, máquinas agrícolas e papel, deixando de fora itens como petróleo, café e carne bovina.
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a lei será aplicada “no momento adequado”, mas o governo ainda não anunciou respostas concretas. Especialistas alertam que qualquer retaliação precipitada pode trazer riscos significativos para a economia brasileira, razão pela qual a gestão deve manter um tom político duro enquanto preserva o diálogo técnico.
A Lei da Reciprocidade permite que o Brasil adote medidas contra países que imponham barreiras comerciais, legais ou políticas. O processo, porém, é longo e passa por várias fases: análise pela Câmara de Comércio Exterior, consulta pública, discussões com o governo dos EUA e avaliação de impactos no mercado interno. As retaliações podem envolver tarifas, suspensão de patentes, restrições a serviços e investimentos ou suspensão de acordos comerciais.
Um dos maiores riscos é o impacto nos preços para consumidores brasileiros. Ao sobretaxar produtos americanos, o Brasil encareceria suas importações, e esse custo tenderia a ser repassado ao consumidor final. Por isso, o governo promete medidas proporcionais ao dano e que minimizem efeitos sobre a economia interna.
Com informações de g1.globo.com.