Uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro prendeu nesta quinta-feira seis pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de corrupção. O bolo chegou a R$ 86,28 milhões desviados dos cofres públicos estaduais. Entre os detidos está Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, presidente do Instituto Rio Metrópole (IRM). Ele também foi chefe da Câmara de Vereadores de São João de Meriti, na Região Metropolitana.
A investigação aponta que o grupo desviava recursos por meio de contratos milionários firmados pelo IRM entre julho de 2022 e maio de 2026. O esquema funcionava assim: duas empresas contratadas recebiam as grana, repassavam para o Instituto Bio, uma ONG, por meio de contratos fake. O dinheiro caía na conta pessoal de Caroline Soares Barros, presidente da ONG, que o sacava em espécie e transportava com ajuda de uma empresa de escolta armada para dificultar rastreamento. A ONG não tinha estrutura operacional nem funcionários para os serviços contratados.
Ao todo, o MPRJ denunciou 11 pessoas pelos crimes de organização criminosa, corrupção passiva, fraude em licitação e lavagem de dinheiro. A investida começou em janeiro deste ano, quando Caroline foi flagrada transportando R$ 500 mil em espécie sacados em Teresópolis. Foram cumpridos nove mandados de busca na capital, São Gonçalo e Teresópolis.
As duas empresas contratadas receberam montantes pesados: a Engeconsult Consultores Técnicos levou R$ 58,3 milhões em dois contratos, enquanto a R. Peotta Engenharia e Consultoria faturou R$ 25,1 milhões. O MPRJ pediu à Justiça a suspensão imediata dos contratos.
Com informações de agenciabrasil.ebc.com.br.