Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, teve seis milhões de reais em bens bloqueados por ordem do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal. A decisão, de 6 de julho, suspeita que o político desviou emendas parlamentares — recursos que apenas deputados e senadores em exercício podem indicar.
Segundo a investigação da Polícia Federal, Cunha usava os serviços de uma servidora da Câmara para direcionar emendas conforme seus interesses. Os investigadores identificaram pelo menos 21 emendas, totalizando 6,15 milhões de reais, que foram falsamente documentadas para esconder quem realmente solicitava a indicação. Cunha alegava ter uma “cota informal” de recursos para Minas Gerais, estado ao qual nunca teve vinculação política real.
O ex-deputado, que atuou na Câmara entre 2003 e 2016 pelo Rio de Janeiro, anunciou candidatura para deputado federal por Minas Gerais em 2026. Sua trajetória inclui cassação do mandato por quebra de decoro, condenação na Lava Jato e anulação dessa sentença pelo STF em 2023. Na tentativa anterior de retorno, em 2022, Cunha recebeu apenas 5.044 votos por São Paulo.
A investigação é parte da Operação Transparência, que também bloqueou 119 milhões de reais do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, por irregularidades similares em indicação de emendas.
Com informações de g1.globo.com.