A Polícia Federal cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Brasília nesta quinta-feira, na décima fase da Operação Compliance Zero. Os investigadores miram em Thiago Miranda, publicitário ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, apontado como o principal articulador de ações coordenadas para comprometer a credibilidade do Banco Central.
Segundo a PF, o grupo chefiado por Thiago usava valores que chegavam a R$ 2 milhões para recrutar influenciadores digitais e jornalistas. O objetivo era descredibilizar órgãos públicos por meio de campanhas de desinformação. Os contratos incluíam cláusulas de confidencialidade e multas altas para quem quebrasse o sigilo. Quem se recusava às propostas enfrentava assédio, intimidação e coação do grupo.
As investigações revelam que Thiago Miranda também coordenava equipes para obter ilicitamente informações sobre jornalistas e concorrentes, incluindo quebra de sigilo e acesso a dados financeiros, cadastrais e de familiares. O ministro André Mendonça descreveu a organização como tendo características de “grupo mafioso” com considerável periculosidade.
A defesa de Thiago Miranda negou irregularidades e afirmou que o cliente está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. A PF continua investigando para identificar outros integrantes do esquema.
Com informações de g1.globo.com.