O Congresso Nacional entrou em recesso neste sábado (18 de julho), mas a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais continua parada. O texto foi aprovado pela Câmara há quase dois meses e ainda não começou a tramitar no Senado.
A primeira etapa seria o envio para análise pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas isso só ocorrerá após o recesso, que termina no dia 31 de julho. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não sinalizou quando vai despachar a matéria. Na quarta-feira, ele evitou responder sobre o cronograma e não indicou qual senador será o relator da proposta.
Como 2026 é ano de eleição, os parlamentares devem se concentrar nas campanhas no segundo semestre. Com isso, a análise da PEC pode ficar para depois do pleito. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou acreditar na possibilidade de votação antes das eleições, mas não houve confirmação de Alcolumbre.
Alcolumbre já havia criticado a proposta, classificando-a como eleitoreira e reclamando de pressões do governo. Representantes do setor produtivo também expressaram preocupações com possíveis impactos econômicos da medida.
Com informações de g1.globo.com.