A defesa do publicitário Thiago Miranda divulgou nota nesta quinta-feira negando qualquer irregularidade do profissional, que virou alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero. Segundo o advogado, Miranda sempre atuou com legalidade, transparência e respeito às instituições, sem participar de condutas para intimidar ou coagir terceiros.
A Federal, porém, tem outro entendimento. Os investigadores apontam Miranda como articulador central de operações ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro para prejudicar a credibilidade do Banco Central, intimidar jornalistas e empresários, e manipular informações em redes sociais. A PF diz que ele liderava o chamado Projeto DV e contratava agências para campanhas de desinformação, além de aliciar influenciadores com ofertas de até R$ 2 milhões por postagens coordenadas.
Conforme a investigação, o grupo comandado por Miranda recorria a táticas de assédio e intimidação quando potenciais cooptados recusavam vantagens financeiras, usando dados privados obtidos ilicitamente. Jornalistas como Malu Gaspar, d’O Globo, e empresários como Milton Maluhy Filho, do Itaú, foram monitorados pelo grupo. Miranda também negociava com veículos de imprensa para reduzir danos de reportagens contra Vorcaro.
A defesa reforça que a mera existência de investigação não permite condenação antecipada e pede preservação das garantias constitucionais, afirmando disposição de Miranda em colaborar com as autoridades e demonstrar a regularidade de suas ações.
Com informações de g1.globo.com.