O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, atacou nesta segunda-feira a decisão do ministro Alexandre de Moraes que suspendeu as visitas do filho ao ex-presidente Jair Bolsonaro por 90 dias. Em nota, Marinho chamou a medida de “autoritária” e “desproporcional”, argumentando que a proibição transforma o ex-presidente em “incomunicável”.
Segundo Marinho, a decisão configura uma “interferência no jogo político” e reforça a percepção de perseguição ao ex-presidente e à oposição. O parlamentar comparou a situação à prisão de Lula entre 2018 e 2019, quando o então petista recebeu visitas, manteve contato político com aliados e divulgou cartas públicas.
Moraes fundamentou a proibição na leitura, por Flávio, de uma carta do pai durante transmissão em rede social no sábado passado, considerando que isso desrespeitou a ordem que veda ao ex-presidente usar redes sociais “diretamente ou por intermédio de terceiros”. A restrição segue até 11 de outubro, após o primeiro turno das eleições 2026.
Marinho afirmou que não busca “privilégios”, mas “igualdade perante a lei”, classificando a proibição do contato entre pai e filho como uma prática “própria de regimes autoritários”.
Com informações de g1.globo.com.