A morte da paciente Lilian Calixto após cirurgia feita pelo médico Cesar Barros Furtado, conhecido nas redes como Dr. Bumbum, trouxe à tona um problema grave no Rio de Janeiro: procedimentos plásticos realizados fora de ambientes adequados. O profissional, com mais de 650 mil seguidores, não possuía CRM para atuar na capital fluminense e realizava a cirurgia em um apartamento na Barra da Tijuca.
Segundo especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, qualquer procedimento — mesmo os minimamente invasivos — deve ser feito em local preparado, como hospital, clínica ou consultório equipado. “Não pode fazer em apartamento, nem em cabeleireiro, nem em centro de estética”, afirma Francesco Mazzarone, diretor do Serviço de Cirurgia Plástica da Santa Casa. Realizar cirurgias em ambientes irregulares é considerado “bizarro” pelos profissionais da área e viola princípios básicos da medicina.
Antes de marcar qualquer procedimento, é fundamental verificar a formação do médico. Um cirurgião plástico legítimo passa por 11 anos de estudos — 6 de medicina, 2 de cirurgia geral e 3 de especialidade. A SBCP disponibiliza consulta em seu site, Facebook e telefone para validar se um médico é credenciado. Também é possível solicitar o CRM e conferir a situação junto ao Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, desconfie de contas que anunciam cirurgias como produtos, publicam fotos de “antes e depois” de pacientes ou fazem sensacionalismo. Médicos podem usar redes sociais, mas estão proibidos pelo código de ética de divulgar resultados de procedimentos. O ideal é sempre entrar em contato e pedir o número de registro para validação.
Com informações de g1.globo.com.