A economia do Brasil cresceu de forma praticamente imperceptível em maio. O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), divulgado pelo Banco Central nesta sexta-feira, mostrou expansão de apenas 0,1% na comparação com abril, quando havia avançado 0,4%. O resultado é considerado marginal pelos especialistas, sinalizando que a atividade econômica ficou praticamente travada no período.
A desaceleração reflete o impacto da taxa de juros elevada no país. A Selic, fixada pelo BC em 14,5% ao ano para conter pressões inflacionárias, continua pressionando a economia. O próprio Banco Central avalia que esse ritmo menor de crescimento é necessário para trazer a inflação à meta de 3%. Mesmo assim, foi o segundo mês seguido de variação positiva do indicador, ainda que marginal.
Na análise por setor, a agropecuária contraiu 1%, enquanto a indústria cresceu 0,4% e os serviços avançaram 0,1%. Na comparação com maio do ano passado, o IBC-Br registrou crescimento de 0,8%. No acumulado do ano, o indicador avançou 1,2% e, em 12 meses até maio, teve aumento de 1,4%.
O mercado financeiro projeta que o PIB de 2026 cresça 1,99%, inferior aos 2,3% registrados no ano anterior. O IBC-Br funciona como uma prévia do PIB oficial, medido pelo IBGE, e é uma das ferramentas utilizadas pelo Banco Central para definir a taxa de juros da economia.
Com informações de g1.globo.com.