A União Europeia mantém a posição firme: não vai afrouxar as regras para a carne brasileira voltar ao mercado do bloco. Quem confirmou isso foi o embaixador da Irlanda no Brasil, Martin Gallagher, que atualmente preside o Conselho da UE. De acordo com ele, as exigências sobre antimicrobianos na produção animal já eram conhecidas e vinham sendo discutidas com o governo brasileiro há anos.
A decisão de tirar o Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes e produtos de origem animal é técnica, não política, segundo Gallagher. A retirada saiu em junho e entra em vigor em 3 de setembro. Com isso, o país perde acesso ao mercado europeu para carne bovina, frango, cavalo, tripas, pescado e mel. Outros países sul-americanos conseguiram se adequar às regras e permanecem habilitados.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes alertou que pode ser impossível cumprir as novas exigências no prazo dado. Segundo a entidade, adaptar a produção de gado levaria cerca de 30 meses. Mesmo assim, o embaixador reforça que a UE segue aberta ao diálogo com o Brasil e que a responsabilidade de se adequar é das autoridades brasileiras.
Com informações de g1.globo.com.