O Rio de Janeiro vive um ano de despertar após dois anos de intensa euforia marcados pela Copa do Mundo e Olimpíada. A cidade vivenciou abundância, emprego e segurança, mas também coleciona consequências: desmonte da UERJ, enfraquecimento das UPPs e crise no funcionalismo público estadual.
Segundo análise publicada no G1, 2018 marca o momento em que cariocas começam a compreender o que realmente ocorreu. O Estado viu todos os ex-governadores da última década presos e esquemas seculares de corrupção no transporte público desbaratados. Fatos que pareciam impossíveis de acontecer tornaram-se realidade, criando uma população desconfiada e desencantada.
O colunista aponta que o período eleitoral de 2018 será marcado por desinteresse político nos botecos da cidade, cenário propício para oportunistas. Simultaneamente, o Carnaval promete ser transformador: com mais de metade dos blocos de rua proibidos ou deslocados, a festa tende a recuperar caráter transgressor perdido há décadas, enquanto funk carioca ganha status de ato de resistência.
A questão central permanece: após sofrer com a ressaca, cariocas aprenderão com o passado ou repetirão erros nas urnas?
Com informações de g1.globo.com.